A Percepção Remota é uma capacidade para obter informações sobre locais, pessoas e situações distantes no tempo e no espaço e insere-se na capacidade básica de um Thetan de poder focar a Atenção e Percepcionar.
É uma acção que depende das capacidades já abordadas e, como tal, requer prática para obter resultados satisfatórios.
É um nível que não existe na “Ponte” mas, de acordo com Pierre Ethiers (Classe XII), o nível de OT XI a que LRH chamou “Operante”, lida com a Visão Remota:
"A Visão Remota é o pior produto possível para o indivíduo ou organização corruptos. Não se trata apenas que a organização decadente esteja aterrorizada com a ideia de os seus segredos serem conhecidos. A sua clique elitista também entra num frenesi completo só de pensar que os seus negócios sujos de bastidores, os seus subornos e os actos que secretamente comete, mas de que acusa rotineiramente os outros, se possam tornar do conhecimento comum.”
Na visão remota a pessoa não visualiza apenas. Ela percepciona tudo sobre o alvo pelo que poderíamos chamar a esta capacidade “Percepção Remota”. E, além das percepções, ela pode usar a telepatia para saber o que se passa na mente das personagens da cena observada.
No passado foram ensaiados vários métodos de Visão Remota. Na generalidade, foi-lhe adicionado um passo desnecessário: O coordenador do processo só dava ao visualizador um código numérico e era com isso que ele tinha de funcionar. Isso sucedia pela necessidade de “demonstrar” a terceiros a validade do processo pois o visualizador desconhecia o alvo. Talvez também fosse uma tentativa de não restimular imagens da mente reactiva pois de início estiveram envolvidos no processo vários OTs.
Porém, introduzia no processo outra capacidade do thetan: telepatia entre o autor do alvo e o visualizador! Neste nível não queremos testar a telepatia, isso pertence a outro nível de treino do OT.
Todas as partículas têm, na sua base, um ponto de vista Theta aqui chamado de Thetan Fi, sendo Fi a letra grega que simboliza o universo material.
Se isto é assim, então tudo no universo obedece às leis Theta. Mas não são só as partículas. Quando estas se associam em átomos, um novo Thetan Fi lhe é adicionado constituído pela consciência do grupo de partículas. O mesmo se passa com as associações de átomos e moléculas, associação de moléculas em matéria constituindo células ou cristais, e outras associações como corpos orgânicos, objectos, planetas estrelas, galáxias, etc., até ao infinito do universo.
Uma das características de Theta é que este está continuamente a espelhar tudo o que o rodeia. Theta grava continuamente o que se passa à sua volta.
Então, tudo o que se passou no universo existe, nalgum ponto desse mesmo universo, sob a forma de gravação. Todos os objectos e locais têm gravados todos os acontecimentos que se passaram com eles e é possível ter acesso a essas gravações em estados mais elevados de consciência.
Em estados menos conscientes a pessoa pode, por exemplo, sentir-se mal em locais onde tenham sucedido acontecimentos graves.
Todo e qualquer objecto do universo contém uma pista de gravações desde o seu início até ao presente. Isto inclui objectos comuns, mas também planetas, estrelas, galáxias e até o universo. Podemos chamar a isto a “Matriz” do universo.
Durante a Visão Remota o thetan liga-se directamente a esta “matriz” e há uma transferência de informações para o "EU", antes de a mente analítica poder distorcer as informações.
Não há um estado alterado de consciência, como em experiências extracorporais, mas sim um estado de atenção elevada, sem avaliação do que se observa. As informações percepcionadas são escritas sob a forma de palavras e desenhos e só após a sessão se tenta fazer sentido do que se “viu”.
A visualização remota associativa, ou VRA, não é uma forma distinta de fazer visualizações remotas.
É apenas uma forma de utilizar a visualização remota para obter um certo tipo de informação sobre o futuro.
Qualquer método viável de visualização remota pode ser usado para um projecto VRA.
Pode pensar na função de VRA como uma forma mental de "ir para o futuro" para obter informação. O objectivo da VRA é ajudar a tomar decisões no presente sobre um futuro resultado ou evento.
Normalmente, um evento binário está envolvido. Um exemplo de um evento binário seria um jogo de futebol, onde uma equipa ou a outra ganhará. (Em muitos destes eventos, há uma pequena hipótese de haver um empate, mas vamos ignorar isso para esta discussão.)
A prática da VRA lida unicamente com dados visualizados, isto é, não há análises analíticas, pensamentos, etc. nem abstracções mentais como, por exemplo, números. Não há história de se terem visto os números da lotaria através da VRA.
Por outro lado, parece realmente que se confirma a teoria dos universos paralelos (um corolário da teoria quântica).
Pode visualizar-se um futuro que vai estar noutra linha temporal diferente da nossa. Não há assim a certeza de o futuro que se vê ser da mesma linha temporal que a nossa.
Mas já foram feitas experiências com dados binários (sim ou não) associando estes resultados a objectos materiais.
Os números também podem ser associados a ideogramas, objectos, etc. E estes podem ser visualizados.
Quanto ao universo em que se passa o futuro, não há certezas, mas podemos associar os acontecimentos que queremos "ver" a algo que tenhamos a certeza de só vir a existir no nosso próprio universo.