O termo “Bilocação” significa estar em dois lugares diferentes ao mesmo tempo. É um termo muito utilizado em VR embora com um conceito um pouco distinto ao de outras áreas.
Não se trata de “viagem astral” nem exteriorização. Quando utilizamos esta palavra estamos a referir-nos a que o foco da atenção está, ao mesmo tempo, na sequência do protocolo e na sessão, e o foco “theta” está no lugar do alvo.
Por vezes isto é um pouco difícil de fazer e então o visionador pode alternar o seu foco colocandoo no alvo e depois na escrita da sessão.
A bilocação é um estado mental que induz o visualizador a um aumento da sensibilidade da consciência ao qual se costuma referir como "estado de alta atenção". Alguns dos sintomas físicos da bilocação são:
1. Confusão momentânea.
2. Esquecer o passo seguinte do protocolo
3. Bater ritmicamente com a caneta, com a mão ou com o pé.
4. Faltam letras nas palavras ou as letras estão trocadas de ordem. (Exemplo: Agadável, Cofusão)
5. Não se aperceber do que sucede ao redor.
6. Esquecer palavras que se usam normalmente (rugoso, exterior, …)
7. O olhar perdido.
8. Diminuição da mobilidade do corpo
Somente metade da atenção está na sala seguindo os protocolos e estruturas da VR. A outra metade está explorando o alvo. Em todo o caso, o visionador tem de man-ter a sua atitude “Zero”.
É por isso que quando terminamos uma sessão podemos encontrar-nos um pouco aturdidos ou enjoados. Isto é um efeito secundário produzido pela bilocação. Costuma ser mais pronunciado no início. Quando se adquire suficiente destreza e experiência em VR, estes efeitos secundários desaparecerão. É recomendável que após terminar a sessão, o visualizador se levante, caminhe um pouco, beba água, etc. e que não tente analisar a sessão até ter passado pelo menos algum tempo.
Muitas vezes a VR é feita com uma equipa de duas pessoas: Um Monitor que define qual é o Alvo e um Visionador que faz a sessão.
Neste caso, a análise dos resultados deve ser feita pelo Monitor e não pelo visionador. O visionador só descreve o que viu o mais exactamente possível e com detalhe para que possa ser possível analisar os dados e ver se corresponder ao Alvo definido.
Uma sessão de VR é normalmente curta (entre 20 minutos a uma hora). Não deve ser apressada obtendo só alguns traços do alvo. Demora algum tempo até conseguir obter todos os dados disponíveis na “Matriz”.
A sessão deve ser continuada até já não haver mais nenhuma mudança.
Por vezes são necessárias várias sessões até se conseguirem obter todos os dados. Se assim for, termine cada sessão num ponto em que se sinta bem com o que viu. Na sessão seguinte comece onde parou na anterior.
Quando se encontra algo irreal para nós, a única coisa que sabemos é que NÃO sabemos do que se trata. Substituíla por alguma explicação racional é uma alteração que compromete a compreensão.
Por exemplo, para um visualizador que nunca viu um reactor atómico, o que ele percepciona pode ser descrito como uma chaleira, pois ambos são quentes e estão a “cozinhar” algo. Ao visualizar remotamente um local como um reactor atómico, o indivíduo pode muito bem sobrepor às suas impressões uma “chaleira” ou uma “fornalha” pois são estas as imagens que mais se aproximam ao que ele está psiquicamente a percepcionar.
Por outras palavras, processam o desconhecido através do que pode ser chamado o seu “funil da realidade” e surgem do outro lado com algo que se encaixa na sua realidade presente, mas que pode não pertencer - e que provavelmente não pertence - à verdadeira realidade daquilo que percepcionaram.
Deste modo, se isso suceder, escreva num quadro sob o título “Sobreposição Analítica” a sua explicação analítica para o que viu e volte à sessão sem avaliar nem interpretar.
Um exemplo mais vulgar seria o visionador ver uma imagem da Torre Eiffel. Analiticamente conclui que o Alvo está em Paris. No fim vai concluir que era apenas um poster no local do alvo com uma fotografia da torre Eiffel.
A atitude do visionador (O que está a visionar um alvo) é o que chamámos “Atitude Zero” mas, como ele não está isolado como thetan, há que garantir que ele não adicione nem analise a sua visão. Como pessoa ele está sujeito a imagens do corpo, da mente reactiva e das suas próprias memórias.
Por esse motivo tem de seguir um protocolo muito restrito a fim de as informações não serem influenciadas por outros dados.
O protocolo desenvolvido para a VR destina-se a auxiliar a não interferência da imaginação e dados anteriores, a descrever o que realmente se está a “ver” e a auxiliar a “bilocação”.
Existe um impresso que foi desenvolvido para guiar o visionador através da sessão de VR. No entanto pode ser tudo feito em folhas em branco usando o impresso como guia.
As 3 primeiras folhas destinam-se à recolha de dados e a quarta folha destina-se à comunicação e resumo final do que o Alvo parece ser.
Esta folha final deve ser escrita de modo bastante inteligível pois é o resultado final de toda a sessão. Quando falamos de folhas, designamos as folhas do protocolo. No entanto, pode ser necessário desenvolver cada passo em mais de uma folha. Sinta-se livre para o fazer.
O importante é seguir os passos como um guia de orientação da sua sessão.
PRÉ-SESSÃO
Antes de pensar no alvo descreva as sensações que surgiram, desconfortos físicos ou espirituais. Também pode verificar se existe alguma carga emocional activa como faz nas sessões de solo do processamento.
Estas pré-sessões destinam-se a tornar mais fácil manter a “Atitude Zero” necessária à sessão.
O ALVO
Escreva e foque a sua atenção no Alvo designado.
Aqui começa a sua “Bilocação”. Mantenha a “Atitude Zero” por um lado mas mantenha-se aberto a quaisquer percepções que surjam ao se focar no Alvo.
A SESSÃO
Passo 1
Este passo resume o que sucedeu quando pensou no Alvo pela primeira vez.
Como viu na visualização, podem surgir muitas coisas que podem ou não ter a ver com o alvo. São as primeiras impressões, as formas gerais sem pormenores, o conceito universal que o Alvo transmite.
Isso pode surgir como imagens (é importante anotá-las sob a forma de rabiscos), sensações (Componente A), percepção se o Alvo é natural ou artificial (Componente B), onde se encontra fisicamente (Componente C) e se parece uma estrutura física ou uma forma de vida (Componente D).
Passo 2
O Passo 2 tenta trazer à mente os detalhes desconexos do Alvo sem pretender ainda saber do que se trata.
É um passo intermédio onde o visionador vai estar simplesmente atento ao que surge à sua mente como palavras, cores, texturas, temperaturas, sabores, cheiros, sons, energias, movimento e dimensão do local.
Ele escreve qualquer coisa que surja por mais idiota que pareça.
Se surgir a visão de formas, ele desenha-as identificando cada parte com legendas que expliquem o que viu.
Passo 3
Este passo completa a sessão de VR com o desenho do que foi visto.
Contornos, texturas e dimensões, simples ou complexo, detalhando o que cada parte do desenho significa, se brilha ou não, se é flexível ou duro, se é redondo ou recto, etc.
Descreva todos os detalhes de acordo com o que sentir.
Faz também parte deste passo sondar mentalmente as pessoas que fazer parte do cenário (se as houver) tentando saber quais as suas intenções, etc.
Fim da Sessão
Termine a sessão. Pode agora abandonar a “bilocação” e “Atitude Zero”.
Levante-se, caminhe um pouco, beba água, etc. até se sentir “no seu ambiente” em tempo pre-sente.
PÓS SESSÃO
Aqui deve escrever um texto que resuma aquilo que viu durante a sessão em todos os seus aspectos:
Descreva as principais cores, texturas, temperaturas, sabores, cheiros, sons, dados energéticos, dimensões e pensamentos de qualquer pessoa envolvida.
Só a seguir pode escrever o que acha que o alvo é.
Crie uma narrativa, uma história completa e explique as suas conclusões.
Entregue os dados da sessão ao coordenador para que ele compare com os dados reais do Alvo.