20/11/2011
Revisto em 8/1/2022
RD do ciclo do C/O– Passos de Otimização
Para jogar um jogo, um thetan tem que ter um ponto de vista nele. Além disso, como não tem nenhuma localização no tempo e no espaço, é obrigatório que ele faça o mock-up de um ponto de ancoragem no jogo. Tendo-o feito ele assume que se situa nesse mock-up e estabelece nele o seu CVP (Ponto de Vista Central).
Pode agora assumir o papel de um jogador no jogo.
Para todos os efeitos ele possui agora o que pode ser chamado um "corpo theta" (TB). Ao longo da infinidade de jogos que jogou, ele adicionou-lhe coisas, definiu formas preferenciais e construiu na generalidade um complexo composto com o qual se acabou por identificar.
Em tempos mais recentes começou a usar corpos de boneco ou robô. Monitorando-os através do seu corpo theta como uma ação automática. Mais tarde desenvolveu organismos autogerados (organismos biológicos) e fez o mesmo.
Desde as mais antigas religiões isso foi detetado e chamaram-lhe "Corpo Astral", "Peri-espírito", "Corpo sutil", etc., desenvolvendo as teorias mais estranhas sobre ele.
Sempre houve uma grande confusão entre o "thetan" e o corpo theta. Mesmo nos primórdios da Cientologia, LRH não faz diferença entre os dois. Em 1952, ele deu uma série de conferências (palestras Hubbard College) onde desenvolve o assunto. Mas em 1958 já fez uma separação entre os dois, apesar de considerar que o corpo theta era algo que não existia em todos os thetans (PAB 130, 15 de fevereiro de 1958, "Morte")
Contrariamente aos organismos de boneco (onde um corpo totalmente desenvolvido era atribuído a cada thetan), os nossos organismos biológicos atuais, crescendo e transformando-se com um corpo theta dentro dele, moldam-se de acordo com as ideias estabelecidas pelo thetan e seu corpo theta sobre o corpo ideal.
CBR chamou-lhe "Body Org" e descobriu que a body org acompanha o thetan há um longo tempo:
Estes l qns parece terem viajado ao longo da pista do Grande qn desde o Inc. I ou antes, e podem ser a base do que os antigos Budistas costumavam chamar de corpo "Astral". Na prática, eles "moldam" ou "controlam" o “corpo" de MEST (f qns) naquilo que o Grande qn quiser. Quando ele deixa o corpo podem partir com ele. É claro que, num estado aberrado, estarão também colados a eles todo o tipo de B/C e Plugs.
Esta "equipa" NÃO é a mesma coisa que a Entidade Genética. Isso é um l qn que viaja ao longo da Linha Genética do Corpo MEST e que reside na área do estômago, podendo servir apenas para manter o corpo MEST "operacional" de modo a manter-se vivo ou "sobrevivendo", sem metas nem objetivos mais elevados.
A equipa do "body org" viaja ao longo da pista do qn Jogador ou Grande qn e ajuda a fazer o "mock up" do corpo atual (ou boneco ou robot se for esse o tipo de corpo usado) de acordo com as especificações do Jogador. (CBR 28 de Janeiro de 1987, GMC 87, RD do ciclo do C/O, otimização adicional).
Assim, os dois termos, Body Org e Corpo Theta são intercambiáveis.
Num corpo biológico existe ainda a entidade genética que Ron define do seguinte modo:
A ENTIDADE GENÉTICA (GE), é a entidade que continua desde a mais antiga formação do corpo MEST. É esta entidade que tem os engramas da "linha genética". Está localizada mais ou menos no centro do corpo, no estômago, mas na verdade é um composto de toda a experiência celular nessa linha. Manifesta-se como uma identidade individual. Anteriormente chamou-se-lhe mente somática. Co base em todas as experiências passadas pelo corpo MEST, ela constrói uma forma, uma máquina funcional de carbono e oxigénio. Não tem uma personalidade real, não é o "eu" do corpo. Em muitos casos tem um registo de todas as experiências até à última vida. A GE tem o registo das mortes passadas. Auditá-la altera a estrutura física, elimina malformações físicas. Mas estas podem ser alteradas de outra forma: auditando o Ser-Theta. Os fac-símiles da GE incluem uma transferência de somáticos de seres – theta passados, porque não é vulgar que uma GE tenha o mesmo Ser-Theta duas vezes. A GE é o constante e contínuo burro de carga do corpo theta: regula o bater do coração, toma conta de todo este tipo de reações, atua como uma mente de estímulo -resposta para evitar a dor e descobrir o prazer e, de uma forma geral, mantém o corpo a funcionar. Uma GE sai do corpo muito depois de o ser -theta o ter abandonado, acompanha-o durante a morte até ao fim e só então parte para se juntar à linha de novo uns dois ou três dias antes da conceção. (Uma História do Homem)
No entanto, sobre o corpo astral, ele diz: Os Corpos astrais são normalmente mock-ups que depois o místico tenta acreditar serem reais. Ele vê o corpo astral como uma coisa diferente e procura habitá-lo nas práticas mais comuns do "passeio astral". Qualquer pessoa que confunda corpos astrais com tetanos acaba por ter dificuldades com o clearing de theta pois as duas coisas não são em nada semelhantes. (Scn 8-8008, Gloss)
Nas outras filosofias, estes conceitos são altamente confundidos e misturados. No espiritismo é chamado de Perispírito [i] bem como outros nomes na literatura Teosófica e Rosa Cruciana. [ii] Cheios de mal-entendidos sobre a verdadeira natureza do espírito, alma ou thetan, as suas interpretações sobre o que percecionam só podem dar lugar a mais mal-entendidos. Se soubessem, e conseguissem compreender que o espírito não tem qualquer MEST, saberiam que tudo isso são criações do thetan!
Na verdade, qualquer pessoa que tenha estudado profundamente essas filosofias orientais e místicas, vai ter muita dificuldade em abranger a simplicidade dos conceitos de tetano e Corpo theta.
Mas a situação geral é que o thetan não faz diferença entre si próprio e o corpo theta. No entanto, em níveis superiores, começa a encontrar uma estrutura de "l qns" que não está em conformidade com a estrutura de uma plug ou do caso “determinado por outros”. E, na realidade, pertence ao caso “autodeterminado”.
Aparentemente o que acontece é que o thetan tem vindo a utilizar um "corpo" de que ele próprio fez o mock-up, desde tempos imemoriais, independentemente de ter qualquer outro tipo de corpo. Desenvolveu uma estrutura organizada, mas que geralmente responde como sendo um só. Isso porque tem um executivo no topo responsável pela org.
Esse corpo foi submetido a um monte de maus-tratos: sofreu todos os implantes de uma forma pior do que o thetan, pois o corpo theta, estando de alguma forma mais perto de MEST, era afetado pelos ataques eletrónicos.
Um corpo theta pode ser detetado pelo seu comprimento de onda (mas não o thetan) e, portanto, o conjunto (corpo theta e thetan) pode ser preso.
O corpo theta tem todos os incidentes da pista total e desenvolveu as suas próprias ideias sobre o que deve ser feito. Ele é um tipo de homem sábio que sabe muito sobre a vida. Além disso está em contacto direto com a GE e corpo físico e tem um conhecimento completo sobre como conduzir e reparar corpos.
Ao longo de toda a audição havida, foi-lhe limpo muito caso, tendo um nível semelhante ao do OT, mas com uma enorme diferença: a sua própria existência, a sua ajuda e a sua boa vontade nunca foram reconhecidos! Pior ainda, nunca lhe foram dados os direitos do thetan.
Ao contrário, o thetan preferiu not-isá-lo visto que ele representava "más notícias": a pista total estava nele! Em virtude dos incidentes comuns e da não consciência da sua existência, isso provavelmente deu origem a uma espécie de cluster entre o thetan e o Corpo Theta.
É então preciso limpar a carga entre o Corpo Theta e o thetan. Uma vez que isso tenha sido feito, ele é um companheiro muito bom, sempre disposto a ajudar e com uma tremenda capacidade de resolver problemas do corpo.
O programa básico é provisoriamente como se segue:
1) Detetar a existência de TB;
2) Acusar-lhe a receção;
3) Limpar os Ruds entre si mesmo e ele (pode ser feita a L1C );
4) Fazer o assessment de uma lista de prepcheck e resolver as leituras;
5) Ouvir o relatório do TB e tudo o que ele tem a dizer;
6) Verificar como está a sua organização funcionando e ajudá-lo a reparar qualquer coisa de acordo com as políticas aplicáveis;
7) Terminar numa grande vitória.
Muito mais dados se começam a alinhar quando se começa a trabalhar novamente como uma equipe contando agora com a ajuda deste Corpo Theta consciente e a sua Body Org.
Ajudando a Body Org
Os executivos da Body Org e seus juniores são muito eficazes em cuidarem do que está errado com o corpo, especialmente se não foram muito postos de lado com o uso drogas e medicamentos.
Mas a sua especialidade é “ação”, isto é, atacam qualquer coisa que esteja errada assumindo-a "à letra[iii]."
Falta-lhes um pouco de investigação sobre a origem das coisas (nunca foram instruídos sobre a "Séries sobre Dados" ou quaisquer outras técnicas de investigação).
É talvez por isso que os Processos de Power funcionam tão bem na resolução de problemas físicos: descobrem e indicam-lhes a verdadeira fonte.
Este papel permanece com o C/O [iv] Se este analisar e indicar a verdadeira origem de um problema físico, a BO fica muito feliz em fazer alguma coisa sobre isso.
O exemplo mais simples e curioso é a resolução de uma infeção: a BO envia as suas tropas (os glóbulos brancos ou leucócitos) para lutarem contra a infeção. Depois essa zona fica inchada que permanece por vezes muito tempo. Se indicarmos à BO que os glóbulos brancos mortos que permanecem na zona têm de ser removidos, a área volta rapidamente ao normal.
Esta atividade de análise e diagnóstico é muito importante para o funcionamento correto da BO. Exames médicos e diagnósticos são muito úteis (se detetarem corretamente a origem) bem como a análise do C/O. Uma vez que tenha sido encontrada a origem correta e seja indicada à BO, a situação começa a resolver-se.
Outro problema com a BO é que aceita tudo muito literalmente. Cada avaliação que o C/O faz (ou outra pessoa, como por exemplo, um médico) é assumida literalmente pela BO. Se, por exemplo, o C/O estiver num local onde pensa que existem muitos germes, a BO pode imediatamente pôr em ação o sistema imunológico o que vai dar ao corpo inúmeros problemas pois, na verdade, não havia nada a manejar.
Gal
[i] O Perispírito tem na Doutrina Espírita uma importância capital, constitui o princípio intermediário entre a matéria e o Espírito, o meio de união entre a Alma e o corpo, as condições necessárias para as relações entre o Moral e o físico.
O Perispírito assegura a conservação da individualidade, fixa os progressos já conseguidos, sintetiza, numa palavra, o avanço do estado do ser. Serve de molécula, de molde orgânico para toda nova encarnação, condensando-se no embrião; agrupa em uma ordem dada, moléculas materiais e assegura o desenvolvimento normal do organismo. Sem o Perispírito, o resultado da fecundação não seria mais que um tumor informe.
O Dr. Gustavo Geley, diz: O Perispírito assegura também a sustentação do corpo e suas reparações em idêntica ordem durante a perpétua renovação das células. Sabe-se que o corpo se transforma por completo no espaço de alguns meses.
Sem a força misteriosa do Perispírito a personalidade do ser variaria constantemente em cada uma destas mudanças.
O Perispírito não está estreitamente aprisionado ao corpo do encarnado; irradia mais ou menos fora dele, segundo sua pureza. Esta irradiação constitui o que se chama aura. Inclusive, pode às vezes, mesmo em pouca proporção, separar-se momentaneamente do encarnado ao qual só permanece ligado por ligeiro fluido.
Neste estado de desencarnação relativa, o ser pode tomar conhecimento de fatos ocorridos longe dele e demonstrar que possui faculdade anormal.
Se o Perispírito leva moléculas materiais consigo, em grande número, poderá agir a grande distância e também exercer certa influência sobre a vista ou os outros sentidos das pessoas que encontre em seu caminho; neste caso representa exatamente o que se chama em termo espiritista, o duplo exato do seu corpo.
(Revista Internacional de Espiritismo – Julho de 1961)
[ii] Linga Sharira (em sânscrito: Linga, significando modelo; e sharira, que provem da raiz verbal sri, significando apodrecer), ou duplo etérico, designa, na teosofia, o 2º princípio na constituição setenária do Homem, que é levemente mais etéreo que o corpo físico (Sthula Sharira). Segundo a Teosofia, ele permeia todo o corpo humano, sendo um molde de todos os órgãos, artérias e nervos.
Linga Sharira também recebe outros nomes tais como corpo etérico, corpo fluídico, duplo etérico, fantasma, doppelganger, homem astral, etc. Após a morte física, este duplo etérico ainda permanece algum tempo com vitalidade, formando o que se chama de "espectro" ou "fantasma". Segundo Blavatsky, o duplo etérico desempenha um papel importante nos fenômenos espíritas, sendo a substância que forma os chamados "espíritos materializados" nas sessões espíritas.
Deve-se notar que na literatura teosófica original (como a escrita por Blavatsky) o termo "corpo astral" não tem o mesmo significado de que o termo utilizado em literatura teosófica posterior (como a de C. W. Leadbeater). Nas obras de Blavatsky o corpo astral não se refere ao corpo emocional, mas sim ao duplo etérico Linga Sharira. Contudo mais tarde C.W. Leadbeater e Annie Besant (Adyar School of Theosophy), e a seguir a eles, Alice Bailey, equacionaram o astral com o princípio Kama (desejo) e designaram-no por corpo emocional (um conceito não encontrado na Teosofia anterior).
O duplo etérico é equivalente ao corpo vital na literatura rosa cruciana de Max Heindel, pois o mesmo refere que o corpo etérico ou vital é divisível pelo indivíduo de forma voluntária-consciente-positiva (no caso de um "Auxiliar Invisível") ou de forma involuntária-inconsciente-negativa (no caso de "Medium"), em duas partes, cada uma das quais com dois éteres. A designação de "corpo vital", segundo Heindel, deve-se ao facto de o éter ser o meio de ingresso da força vital do Sol e das agências na natureza que promovem atividades vitais com o assimilação, o crescimento e a propagação.
[iii] Não a analisam grandemente, tomam-na literalmente pelo seu valor aparente, isto é, como lhes parece.