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OS PRINCÍPIOS DE UM VERDADEIRO MEMBRO DE UM GRUPO

 

1.    O participante bem-sucedido de um grupo é aquele que, nas suas próprias atividades, se aproxima do ideal, ética e princípios básicos da generalidade do grupo.

2.    A responsabilidade do indivíduo pelo grupo, como um todo, não deve ser inferior à responsabilidade do grupo pelo indivíduo.

3.    Faz parte da responsabilidade do Membro do grupo o funcionamento sem problemas de todo o grupo.

4.    Um membro de um grupo tem de exercer e insistir nos seus direitos e prerrogativas como membro, e insistir nos direitos e prerrogativas do grupo como grupo, não deixando que estes direitos sejam de nenhum modo ou grau diminuídos por qualquer desculpa ou melhor eficiência.

5.    O membro de um verdadeiro grupo tem de exercer e praticar o seu direito de contribuir para o grupo e tem de insistir no direito do grupo de contribuir para ele. Deve reconhecer que inúmeros fracassos nos grupos irão resultar quando qualquer uma destas contribuições é negada como um direito. (Um estado previdência é aquele em que não é permitido ao membro contribuir para o estado, mas tem de aceitar a contribuição deste.)

6.    O membro de um grupo tem de recusar e bloquear perturbações no funcionamento do grupo através de súbitas mudanças de planos, não justificadas pelas circunstâncias, paragem de canais de comunicação reconhecidos ou cessação de operações úteis ao grupo. Deve ter cuidado em não perturbar um gestor diminuindo assim a afinidade[1], realidade[2] e comunicação no grupo.

7.    O membro do grupo tem de corrigir, para o grupo, qualquer insucesso de planeamento ou não reconhecimento das metas, levando o assunto a conferência ou agindo por sua própria iniciativa.

8.    Um membro de um grupo tem de alinhar as suas iniciativas com as metas e princípios básicos de todo o grupo e dos outros membros, manifestando claramente as suas atividades e intenções de modo que todos os conflitos possam ser apresentados de antemão.

9.    Um membro de um grupo tem de insistir no seu direito de ter iniciativa.

10. Um membro de um grupo tem de estudar as metas, princípios básicos e implementações do grupo, compreendê-los e funcionar com eles.

11. Um membro de um grupo tem de trabalhar na direção de se tornar tão perito quanto possível na sua tecnologia e especialidade específica no grupo, e tem de ajudar os outros indivíduos do grupo a compreenderem essa tecnologia e especialidade e o seu lugar dentro das necessidades do grupo.

12. Um membro de um grupo tem de ter um conhecimento operacional sobre todas as tecnologias e especialidades no grupo, de modo a compreendê-las e saber ver o seu lugar nas necessidades do grupo.

13. A quantidade de afinidade, realidade e comunicação no grupo depende do membro do grupo. Ele tem de insistir em linhas de comunicação de alto nível, clareza na afinidade e na comunicação, e conhecer as consequências de não ter estas condições. E TEM DE TRABALHAR CONTÍNUA E ATIVAMENTE PARA MANTER UM ALTO ARC[3] NA ORGANIZAÇÃO.

14. Um membro de um grupo tem o direito de se orgulhar do seu trabalho e o direito de decisão e gestão sobre esse trabalho.

15. Um membro de um grupo tem de reconhecer que ele próprio é um gestor de alguma parte do grupo e/ou das suas tarefas, e que tem de ter, quer o conhecimento, quer o direito de gerir essa área pela qual é responsável.

16. O membro do grupo não pode permitir que sejam emitidas leis que limitem ou tornem ilegais as atividades de todos os membros do grupo, por causa de erros de alguns dos seus membros.

17. O membro do grupo deve insistir num planeamento flexível e execução positiva dos planos.

18. O membro do grupo deve compreender que um ótimo desempenho das respetivas tarefas, por cada membro do grupo, é a melhor proteção para a sua sobrevivência e a do grupo. É assim um assunto pertinente que compete a cada membro, assegurar que todos os outros membros do grupo alcancem um desempenho ótimo, quer exista uma cadeia de comando (ou semelhante) que assegure essa supervisão ou não.

 

Janeiro 1951
L. RON HUBBARD

 



[1] A afinidade é um fenómeno de espaço, pois exprime a vontade de ocupar o mesmo lugar que a coisa amada ou de que se gosta. O inverso seria antipatia, "aversão" ou rejeição o que seria a relutância em ocupar o mesmo espaço, ou a relutância em abordar algo ou alguém. Veio do Francês, affinité, afinidade, parentesco, aliança, estar perto, e também do latim, affinis, que significa perto, que faz fronteira com. (Notas de Defs. de LRH)

[2] Por realidade queremos dizer objectos sólidos, as coisas reais da vida. É usada como uma escala gradual, com umas coisas a serem mais reais que outras. Aquilo com que concordamos tende a ser mais real que aquilo com que não concordamos. É também definida como o grau de acordo alcançado entre duas pessoas.

[3] Uma palavra formada com as iniciais de Afinidade, Realidade e Comunicação, que juntas são iguais a Compreensão.